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Domínio no nome de quem: o erro que custa caro

Domínio registrado no nome do fornecedor, de um ex-sócio ou de um ex-funcionário é o erro mais caro da infraestrutura. Como conferir e corrigir.

Cartaz editorial com o título “Domínio no nome de quem: o erro que custa caro” e formas azul, vermelha e amarela da Avila Ops.
Cartaz editorial com o título “Domínio no nome de quem: o erro que custa caro” e formas azul, vermelha e amarela da Avila Ops.

O domínio da sua empresa deve estar registrado no CNPJ da empresa, com um e-mail de contato que a empresa controla. Quando está no nome do fornecedor de site, de um sócio que saiu, de um ex-funcionário ou no CPF de alguém que não responde mais, você não é dono do seu endereço na internet. Quem é dono pode mudar para onde ele aponta, deixar vencer ou vender. E você descobre no pior dia.

Esse é o erro de infraestrutura mais caro que a gente vê em empresa pequena, porque a correção depende de outra pessoa querer colaborar. Toda revisão de contratos é hora de conferir.

Como conferir em nome de quem está o domínio?

Para domínio .br, entre no site do Registro.br e use a consulta pública de domínios. Ela mostra o titular (para empresa, nome e CNPJ; para pessoa física, parte dos dados pode aparecer oculta), o responsável, o e-mail de contato e a data de vencimento. Para .com e similares, use um serviço de consulta de registro (whois); muitos registradores escondem o nome, mas mostram o registrador e a data.

Com o resultado na tela, responda:

  1. O titular é o CNPJ da empresa? Se é um CPF, de quem?
  2. O e-mail de contato é um que a empresa acessa hoje? Não o de um fornecedor, não o de alguém que saiu.
  3. Quando vence, e quem recebe o aviso de renovação?

Se qualquer resposta for "não sei" ou "outra pessoa", você tem um problema para resolver antes que ele resolva você. O glossário tem a definição resumida de domínio: https://avilaops.com/glossario/dominio/.

O que acontece quando o domínio está no nome errado?

Quatro cenários reais, sem nome.

O fornecedor de site registrou o domínio no cadastro dele para "facilitar". Anos depois, a empresa quer trocar de fornecedor. O fornecedor cobra um valor para "liberar" o domínio, ou simplesmente demora. O site fica preso até resolver.

O sócio que saiu registrou o domínio no CPF dele em 2019. A saída foi amigável, mas ele não responde mais. O domínio vence, o aviso vai para o e-mail dele, ninguém renova. O site sai do ar, o e-mail para, e o domínio entra em período de liberação. Alguém pode registrar depois.

O funcionário que cuidava do "marketing" fez o cadastro no e-mail pessoal dele. Foi demitido. O acesso ao Registro.br está numa conta que a empresa não controla.

A agência registrou o domínio, o site e o Instagram no Gerenciador de Negócios dela. O contrato acabou mal. A empresa tem que provar que é dona de um nome que está no cadastro de outra pessoa.

Em todos, o custo não é o valor da anuidade. É semanas sem site e sem e-mail, cliente mandando mensagem para um endereço morto e, no limite, ter que trocar de nome.

Como corrigir e como evitar?

Corrigir: pedir ao titular atual a transferência de titularidade no Registro.br (ou o código de autorização, no caso de .com), enquanto a relação ainda existe. O guia sobre transferência de domínio explica o processo: https://avilaops.com/guias/o-que-e-transferencia-de-dominio/. Se o titular não coopera, existe o SACI-Adm, procedimento de disputa de domínio .br, que exige provar direito sobre o nome (marca no INPI, nome empresarial) e má-fé de quem registrou. Não é imediato e nem sempre dá certo. Vale tentar o acordo antes.

Evitar, daqui em diante:

Deslize a tabela para os lados para ver todas as colunas.

RegraPor quê
Titular é o CNPJA empresa continua dona mesmo se sócio ou funcionário sair
E-mail de contato é um endereço genérico da empresa, como administrativo@Não morre com a saída de ninguém
Renovação automática ativada, com cartão da empresaO domínio não vence por esquecimento
Senha do Registro.br guardada num cofre de senhas da empresa, com dois acessosNinguém é ponto único de falha
Contrato com fornecedor diz que domínio, site e contas são da empresaSem discussão na saída

Quem pagou o domínio anos atrás e nunca fez o site também deve conferir; o guia sobre isso está aqui: https://avilaops.com/guias/paguei-o-dominio-e-nunca-fiz-o-site/.

O que fazer agora

Faça a consulta pública hoje. Leva dois minutos. Se o titular não é o CNPJ da empresa, mande a mensagem pedindo a transferência ainda esta semana, antes de precisar. Domínio no seu nome, renovação automática, sem susto: https://avilaops.com/dominio-e-hospedagem/ ou chame no WhatsApp: https://wa.me/5517997811471.

Perguntas frequentes

Domínio deve ficar no CPF do dono ou no CNPJ da empresa? No CNPJ. Se a empresa muda de dono, ganha sócio ou é vendida, o domínio acompanha a empresa. No CPF, ele acompanha a pessoa. Empresa sem CNPJ ainda pode registrar no CPF, mas deve transferir assim que abrir.

Como recuperar domínio registrado por outra pessoa? Primeiro, pedindo a transferência de titularidade a quem consta como titular. Se não houver resposta, existe o SACI-Adm, procedimento de disputa de domínio .br, que pede prova de direito sobre o nome, como registro de marca no INPI, e de má-fé do titular. Não é imediato; tente o acordo antes.

Fornecedor pode registrar domínio no nome dele para o cliente? Pode, tecnicamente, e muitos fazem por conveniência. Não é boa prática. Exija que o registro seja feito no CNPJ da sua empresa desde o início, com o fornecedor apenas como contato técnico, se for o caso.

Sobre Nicolas Avila

Fundador da Avila Ops Tecnologia, engenheiro civil de formação e desenvolvedor. Atua em produto, tecnologia e operação, criando sites, integrações e automações para pequenas empresas.

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