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História de cliente: como escrever com autorização

História de cliente tem antes, o que foi feito e depois, com números que o cliente aprovou por escrito. Estrutura, autorização e o que não publicar.

Cartaz editorial com o título “História de cliente: como escrever com autorização” e formas azul, vermelha e amarela da Avila Ops.
Cartaz editorial com o título “História de cliente: como escrever com autorização” e formas azul, vermelha e amarela da Avila Ops.

História de cliente, o caso de sucesso, é um texto de 300 a 600 palavras com três partes: como era antes, o que foi feito e como ficou, com pelo menos um número que o cliente confirmou. Ela só vai ao ar com autorização por escrito, que diz o que será publicado, onde, e que pode ser retirada a pedido. Sem isso, você tem um texto bom e um problema jurídico.

Para quem vende serviço, a história de cliente está entre os conteúdos que mais convencem, e quase ninguém publica, por dois medos: não saber escrever e não saber se pode. Os dois se resolvem com uma estrutura e uma mensagem de autorização.

Como estruturar a história?

Em cinco blocos, com subtítulo em cada um:

Deslize a tabela para os lados para ver todas as colunas.

BlocoO que contaTamanho
QuemNome da empresa, o que faz, cidade, tamanho2 frases
AntesO problema, com o custo dele: tempo perdido, venda perdida, retrabalho1 parágrafo
O que foi feitoAs decisões, em ordem, e o que ficou de fora2 parágrafos
DepoisO resultado, com número aprovado pelo cliente, e o que ainda falta1 parágrafo
Na voz do clienteUma citação curta, de 30 a 60 palavras1 citação

O bloco "o que ficou de fora" é o que dá credibilidade. "O cliente optou por não integrar o estoque nesta etapa" mostra que houve escolha, não milagre. O "o que ainda falta" no bloco de resultado faz o mesmo. Caso em que tudo deu certo e nada faltou não parece caso, parece anúncio.

Sobre o número: só o que o cliente confirmou por escrito. "Passou de 20 para 55 pedidos por semana" é um número do cliente, não seu. Se ele não quiser divulgar, use proporção ("mais que dobrou") ou fato ("deixou de fechar a agenda por telefone"). Nunca estime.

O que a autorização precisa dizer?

A autorização cobre três coisas: nome e imagem (Código Civil, Lei 10.406/2002, art. 20), dados pessoais de quem aparece (LGPD, Lei 13.709/2018, com consentimento como base) e informação comercial da empresa, que pode ser confidencial mesmo sem ser dado pessoal.

Modelo de mensagem, para mandar junto com o texto final:

"Oi, Paulo. Segue a história que escrevi sobre o projeto. Se estiver de acordo, me confirma por aqui que autoriza publicar este texto, com seu nome, a foto em anexo e o número de pedidos citado, no nosso site e nas nossas redes. Você pode pedir para tirar do ar a qualquer momento. Se quiser mudar algo, me diz."

A resposta "autorizo" na mesma conversa é a prova. Guarde. Se a pessoa que aparece não é a dona da empresa, como um funcionário na foto, ela autoriza também. Como registrar consentimento de forma que sirva depois está em https://avilaops.com/guias/o-que-e-consentimento-e-como-registrar/.

O que não publicar, mesmo com autorização?

  • Faturamento, margem ou preço pago, salvo pedido expresso do cliente. Mesmo autorizado, expõe a empresa dele a fornecedor e concorrente, e ele pode se arrepender.
  • Dado de cliente do cliente. A loja pode falar dos pedidos; não pode mostrar nome de quem comprou.
  • Print de conversa com terceiros.
  • Comparação com concorrente nomeado. "Antes usava a plataforma X" pode virar problema: propaganda comparativa tem regras no Conar.
  • Foto de pessoa que não autorizou, inclusive ao fundo.

Uma marcenaria pediu para contar a história de uma reforma de consultório. A história saiu com a dentista nomeada, foto do consultório vazio, o prazo cumprido e a citação dela. Ficou de fora o valor da obra e o nome do prédio. A dentista compartilhou o texto no Instagram dela. Virou a página mais visitada do site da marcenaria e trouxe dois orçamentos no primeiro mês, contados no CRM.

O que fazer agora

Escolha um projeto dos últimos 12 meses com resultado que o cliente gosta de contar. Escreva os cinco blocos em uma hora, mande com a mensagem de autorização, publique quando vier o "autorizo". Uma história por trimestre já muda o site. Para publicar no domínio próprio e distribuir sozinho, site com blog: https://avilaops.com/criacao-de-site-profissional/ ou chame no WhatsApp: https://wa.me/5517997811471. Para o depoimento curto que acompanha a história, veja https://avilaops.com/guias/depoimento-de-cliente-que-soa-verdadeiro/.

Perguntas frequentes

Posso publicar história de cliente sem citar o nome? Pode, com "uma clínica de estética em São José do Rio Preto", e a autorização continua necessária se houver dado que identifique. Sem nome, a história perde metade da força; use só se o cliente exigir.

Cliente autorizou por áudio. Vale? Vale como prova, mas é mais frágil que texto. Transcreva e peça uma confirmação por escrito na mesma conversa. Leva um minuto e evita discussão.

Preciso de contrato de cessão de imagem assinado? Para site e redes da empresa, a autorização clara por mensagem, com o que será publicado e onde, atende. Contrato formal faz sentido para campanha paga com o rosto do cliente ou uso por prazo longo.

Sobre Nicolas Avila

Fundador da Avila Ops Tecnologia, engenheiro civil de formação e desenvolvedor. Atua em produto, tecnologia e operação, criando sites, integrações e automações para pequenas empresas.

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