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O que cortar em janeiro para poder investir

Em janeiro, corte assinatura sem uso, produto de margem baixa, cliente que não paga e trabalho manual. O que sobra vai para um investimento só.

Cartaz editorial com o título “O que cortar em janeiro para poder investir” e formas azul, vermelha e amarela da Avila Ops.
Cartaz editorial com o título “O que cortar em janeiro para poder investir” e formas azul, vermelha e amarela da Avila Ops.

Em janeiro, corte quatro coisas, nesta ordem: assinaturas e serviços que ninguém usa, produtos que ocupam caixa e dão pouca margem, clientes que custam mais do que pagam, e trabalho manual que alguém repete toda semana. O que sobra dessa conta, em dinheiro e em horas, vai para uma única coisa que faça o ano novo diferente do que passou. Não para três. Uma.

Para muitas empresas pequenas, janeiro é o mês mais fraco em venda, e o único em que sobra tempo para mexer na estrutura. Fevereiro costuma ter Carnaval, março já tem movimento, e o corte que não foi feito em janeiro é carregado o ano inteiro.

Por que cortar antes de investir?

Porque investir com o caixa apertado gera a pior decisão: parar no meio. O site que ficou pela metade, o sistema que foi contratado e nunca implantado, o anúncio que rodou duas semanas e parou. O corte primeiro garante que o investimento tem fôlego para ser terminado.

E porque o corte mostra o número. Empresa pequena costuma achar que "não tem dinheiro para investir" e, ao somar as quatro pilhas, descobre que gasta todo mês com coisas que não trazem nada.

O que cortar, quanto rende e como fazer

Deslize a tabela para os lados para ver todas as colunas.

CorteComo identificarO que rendeComo fazer
Assinatura sem usoExtrato de 12 meses, ninguém entra há dois mesesDinheiro todo mêsCancelar antes da renovação, exportar dado
Produto de margem baixa que não puxa nadaMargem por unidade abaixo da média, cliente leva só eleCaixa preso em estoqueLiquidar em janeiro, não repor
Cliente que não paga ou não dá margemAtraso recorrente, desconto em toda compra, tempo altoCobrança, tempo e perdaNova regra para todos a partir de 05/01
Trabalho manual repetidoAlguém digita a mesma coisa em dois lugares toda semanaHoras por semanaAutomatizar ou eliminar a etapa

Os três primeiros já foram detalhados nesta série de dezembro, a começar por Cancelar o que não usa: assinaturas esquecidas. O quarto costuma ser o que mais rende e o que menos gente conta, porque não aparece no extrato. Aparece na agenda.

Faça a conta do trabalho manual assim: liste o que é feito toda semana à mão e que uma máquina faria. Passar pedido do WhatsApp para a planilha. Copiar o Pix recebido para o controle. Mandar o lembrete de cobrança um por um. Atualizar o estoque depois de contar. Some as horas. Multiplique pelo custo da hora de quem faz. É comum dar mais do que todas as assinaturas juntas.

Em que investir o que sobrou?

Em uma coisa, escolhida pela meta que mais depende dela. Se a meta principal do ano é recompra, o investimento é no registro de clientes e na mensagem automática de retorno. Se é inadimplência, é na forma de receber e na régua de cobrança. Se é margem, é no controle de estoque e de custo por produto. Se é tempo, é em tirar o trabalho manual da semana. A página de Metas do ano que vem diz qual é.

O que não cortar, mesmo com caixa apertado: domínio, hospedagem e e-mail profissional, porque derrubam tudo e custam pouco; cópia de segurança; o que fala diretamente com o cliente e funciona (WhatsApp Business, Perfil da Empresa no Google); e a pessoa que sabe como a operação funciona. Cortar gente em janeiro para investir em ferramenta é o erro que custa o ano.

Regra para decidir entre duas opções de investimento: a que remove um trabalho que existe hoje ganha da que adiciona um trabalho novo. Sistema que tira a planilha da semana vale mais que rede social nova que pede post todo dia.

O que fazer agora

Some as quatro pilhas ainda em dezembro, com o extrato, a lista de produtos, a lista de clientes e a agenda da semana na mesa. Escreva o número que sobra por mês. Escolha uma coisa para colocar esse número, ligada à primeira meta da página. Se a coisa escolhida é sair do trabalho manual e você não sabe por onde começar, descreva o seu negócio; o diagnóstico é por nossa conta: https://avilaops.com/jornada/ ou chame no WhatsApp: https://wa.me/5517997811471.

Perguntas frequentes

Devo cortar anúncio em janeiro? Corte o anúncio que não é medido até o pedido. Mantenha o que você sabe quanto trouxe, com orçamento menor. Anúncio sem medição é a assinatura esquecida mais cara da lista.

E se depois de cortar tudo ainda não sobrar nada para investir? Então o investimento do ano é tempo, não dinheiro: as horas que saíram do trabalho manual. Use-as para cobrar, para a mensagem de retorno, para o registro de clientes. Muita coisa que muda o ano custa disciplina, não caixa.

Cortar produto ou cliente não vai derrubar o faturamento? Vai derrubar o faturamento e subir a margem, se o corte for feito pelo número e não pela irritação. Faturamento que não deixa margem é trabalho para o fornecedor. O que importa é o que sobra, e a página de metas mede isso.

Sobre Nicolas Avila

Fundador da Avila Ops Tecnologia, engenheiro civil de formação e desenvolvedor. Atua em produto, tecnologia e operação, criando sites, integrações e automações para pequenas empresas.

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