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Página de categoria: a mais visitada e a menos cuidada

Em loja virtual, a página de categoria é a que o Google mostra para 'comprar X na cidade' e a que ninguém escreve. O que colocar nela e como organizar.

Cartaz editorial com o título “Página de categoria: a mais visitada e a menos cuidada” e formas azul, vermelha e amarela da Avila Ops.
Cartaz editorial com o título “Página de categoria: a mais visitada e a menos cuidada” e formas azul, vermelha e amarela da Avila Ops.

Em uma loja virtual, a página de categoria (a que lista todos os produtos de um tipo: "tênis de corrida", "ração para gato", "vestido de festa") é a que o Google mostra para as buscas que mais vendem, do tipo "comprar tênis de corrida em Rio Preto". Ela costuma receber mais visita do que qualquer produto isolado. E é, em quase toda loja pequena, uma grade de fotos com um título de uma palavra e nenhum texto. O Google lê a página, não encontra nada para entender e mostra a categoria do concorrente que escreveu.

O dono da loja cuida das páginas de produto, uma a uma, e deixa a categoria por conta da plataforma. Um texto de 200 a 400 palavras na categoria, bem posicionado, é das mudanças de SEO com melhor retorno que uma loja pequena pode fazer.

O que a página de categoria precisa ter?

Além da grade de produtos:

  1. Título que diga o que é e onde. "Tênis de corrida masculino e feminino, entrega em Rio Preto em 1 dia" em vez de "Tênis". O título é o que aparece no Google.
  2. Um parágrafo de abertura, acima da grade, com a resposta que o cliente quer: o que há na categoria, faixa de preço, marcas, prazo de entrega, condição de troca. Até 80 palavras. É o que o Google e as IAs citam.
  3. Um texto de apoio, abaixo da grade, de 150 a 300 palavras: como escolher dentro dessa categoria, para quem serve cada tipo, o que mudou este ano. É o que responde à busca "qual tênis de corrida comprar".
  4. Filtros que geram endereços úteis e não geram lixo. "Tênis de corrida feminino" pode ser uma página própria se há busca; "tênis de corrida azul tamanho 38 até R$ 300" não deve virar endereço indexável.
  5. Perguntas frequentes da categoria, três a cinco, com prazo, troca, tamanho e pagamento.

A tabela resume o que muda:

Deslize a tabela para os lados para ver todas as colunas.

Categoria típicaCategoria que aparece
Título "Tênis"Título com tipo, público e cidade
Grade sem textoParágrafo de abertura com preço, prazo e troca
Sem orientaçãoTexto de apoio: como escolher
Todos os filtros indexáveisSó os filtros com busca própria
Nada abaixo da gradeFAQ da categoria

Como organizo as categorias para o Google entender?

Poucas e claras. Uma loja pequena com 200 produtos precisa de seis a 12 categorias, no máximo dois níveis: "Calçados" e dentro "Tênis de corrida", "Chinelos", "Sapatênis".

Cada produto entra em uma categoria principal. Produto em quatro categorias pode gerar quatro endereços para a mesma coisa, e a plataforma precisa apontar uma como principal (tag canônica).

O nome da categoria usa a palavra do cliente, não o código do fornecedor. "Ração para gato castrado" vende; "Linha felina premium" não é buscada por ninguém.

A categoria é o centro dos links internos da loja: o menu aponta para ela, cada produto aponta de volta para ela, e o texto de apoio aponta para os produtos mais vendidos.

Qual é o erro mais comum?

Criar um texto de blog para a busca que a categoria já deveria atender. "Os melhores tênis de corrida do ano" no blog, listando os mesmos produtos, disputa com a categoria e nenhum dos dois sobe. A regra é a categoria ficar; o blog fala do que a categoria não responde (como treinar, como cuidar do tênis, quando trocar). O caso está detalhado em duas páginas brigando pela mesma busca.

O segundo erro é o texto de apoio copiado. Descrição genérica de "tênis de corrida" existe em milhares de lojas. O que faz a sua categoria valer é o que só você sabe: quais modelos saem mais na sua cidade, para que tipo de corredor, qual o prazo real da sua entrega. Texto de categoria também pode ser raso, e quase sempre é.

Uma loja de produtos naturais em Rio Preto tinha 14 categorias sem texto. Escreveu o parágrafo de abertura e o texto de apoio para as três de maior venda (suplementos, chás, farinhas), em um fim de semana. Nos dois meses seguintes, essas três passaram a aparecer para buscas com a cidade que antes só mostravam marketplaces.

O que fazer agora

Abra a categoria que mais vende na sua loja e leia como cliente: o título diz o que é e onde? Há um parágrafo com preço, prazo e troca? Se não, é o trabalho deste fim de semana. Se você quer uma loja em que as categorias já saem escritas e organizadas para o Google, com Pix, cartão e boleto sem comissão sobre a venda, loja no ar em um dia: https://avilaops.com/loja-virtual/ ou chame no WhatsApp: https://wa.me/5517997811471.

Perguntas frequentes

Texto abaixo da grade de produtos é lido por alguém? Pelo Google, sempre. Por pessoas, por quem ainda está escolhendo, que é justamente quem busca a categoria. O parágrafo de cima é para todos; o de baixo é para quem quer decidir melhor.

Quantas categorias uma loja pequena deve ter? Entre seis e 12, em até dois níveis. Cada categoria com pelo menos cinco produtos. Categoria com dois produtos vira subcategoria de outra ou some.

Página de categoria de loja física, sem venda online, também vale? Vale igual. Uma página "Ração para gato em Rio Preto" com marcas, faixa de preço e retirada na loja aparece no Google do mesmo jeito. O botão, em vez de "comprar", é o WhatsApp.

Sobre Nicolas Avila

Fundador da Avila Ops Tecnologia, engenheiro civil de formação e desenvolvedor. Atua em produto, tecnologia e operação, criando sites, integrações e automações para pequenas empresas.

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