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Quanto vale um cliente indicado

Um cliente indicado vale o que compra ao longo do tempo menos o que custou trazê-lo, que é quase zero. Veja a conta em quatro linhas, com os seus números.

Cartaz editorial com o título “Quanto vale um cliente indicado” e formas azul, vermelha e amarela da Avila Ops.
Cartaz editorial com o título “Quanto vale um cliente indicado” e formas azul, vermelha e amarela da Avila Ops.

Um cliente indicado vale o que ele vai comprar de você ao longo do tempo, menos o que custou trazê-lo. Como o custo de trazer é quase zero (você não pagou anúncio), o valor dele é praticamente tudo o que ele gasta. Comparado com o cliente de anúncio, que já chega devendo o custo do clique e da conversa, o indicado costuma ser o cliente mais lucrativo da empresa. A conta cabe em quatro linhas, e você consegue fazer com os seus números, sem estatística de mercado.

"Cliente indicado vale três vezes mais" é um número que não existe de forma confiável para o seu negócio. O que existe é a sua conta.

A conta em quatro linhas

Você precisa de quatro números, todos do seu próprio caixa:

  1. Ticket médio: quanto um cliente gasta por compra. Some o faturamento de um período e divida pelo número de vendas.
  2. Frequência: quantas vezes por ano um cliente compra. Conte as compras de 12 meses e divida pelo número de clientes diferentes que compraram no período.
  3. Tempo de vida: por quantos anos, em média, um cliente continua comprando. Se você não sabe, use dois anos como número conservador e corrija depois.
  4. Custo de aquisição: quanto você gasta para trazer um cliente por anúncio. Some o que gastou em anúncio no mês e divida pelo número de clientes novos que vieram de anúncio.

Valor do cliente = ticket médio × frequência × tempo de vida. Valor líquido = valor do cliente menos custo de aquisição.

Numa clínica de estética, o ticket médio é R$ 180. Frequência: seis vezes por ano. Tempo de vida: dois anos. Valor do cliente: 180 × 6 × 2 = R$ 2.160. Custo de aquisição por anúncio: R$ 90. Cliente de anúncio: R$ 2.070 líquido. Cliente indicado: R$ 2.160, porque o custo foi zero. A diferença parece pequena, R$ 90, até você contar em volume: 40 indicados por ano são R$ 3.600 que não foram para o anúncio.

Essa conta é de faturamento, não de lucro. Para decidir quanto dá para gastar trazendo um cliente, troque o ticket médio pela margem por compra, já descontados o custo do produto ou serviço e a parte dos custos fixos que cabe a cada atendimento.

Por que o indicado costuma valer ainda mais?

A conta acima trata os dois como iguais depois que entram. Na prática, o indicado costuma render mais em três lugares, e você pode medir cada um:

Deslize a tabela para os lados para ver todas as colunas.

OndePor que aconteceComo medir no seu negócio
FrequênciaChegou confiando; volta mais fácilCompare a frequência média dos clientes marcados "indicação" com a dos marcados "anúncio"
Tempo de vidaFoi escolhido por alguém parecido; tem mais chance de gostarCompare há quanto tempo cada grupo está comprando
Novas indicaçõesQuem chegou por indicação indica maisConte quantos indicados trouxeram outro indicado

Se qualquer um desses três for maior no grupo indicado, o valor dele sobe. Se for igual, a diferença continua sendo o custo de aquisição. O mecanismo está em https://avilaops.com/guias/o-que-e-indicacao-por-que-custa-menos/.

O que você precisa registrar para a conta existir?

Nada disso funciona sem uma marcação: de onde veio cada cliente. Sem ela, todo cliente é "não sei", e a conta não fecha. O mínimo é:

  • Um campo "origem" no cadastro, preenchido na primeira conversa: anúncio, Instagram, Google, indicação, passou na porta.
  • Se for indicação, o nome de quem indicou.
  • A data de cada compra, para calcular frequência e tempo de vida.

Com isso em planilha, você faz a conta uma vez por trimestre. Com isso num sistema, a conta aparece sozinha, atualizada, num painel com cinco números: clientes novos por origem, ticket médio por origem, frequência por origem, custo de aquisição e valor líquido. Como montar a rotina de pedir está em https://avilaops.com/guias/programa-de-indicacao-sem-aplicativo-nem-cupom/.

O erro mais comum é fazer a conta uma vez e nunca mais medir. Medir a cada três meses mostra se a rotina de indicação está viva ou parou.

O que fazer agora

Pegue as vendas dos últimos 12 meses e calcule o ticket médio e a frequência. Depois marque a origem dos últimos 30 clientes novos, perguntando se precisar. Com esses dois passos, você tem a conta acima esta semana. Cinco números que cabem numa tela, atualizados sozinhos, sem perder o histórico da planilha: https://avilaops.com/sistema-para-pequenas-empresas/ ou chame no WhatsApp: https://wa.me/5517997811471.

Perguntas frequentes

Não sei de onde veio a maioria dos meus clientes. Por onde começo? Pelos próximos. Pergunte a todo cliente novo, a partir de hoje, como chegou. Em 90 dias você tem uma amostra suficiente para a conta. Não tente reconstruir o passado; ele não volta.

Custo de aquisição inclui só o anúncio? Inclui tudo o que você gasta para trazer o cliente: anúncio, comissão de marketplace, tempo de quem atende o contato que não fecha. Para começar, some só o anúncio. Depois refine.

Vale pagar por cliente indicado, já que ele vale tanto? A conta mostra que dá para pagar. A experiência mostra que pagar anunciado muda o comportamento de quem indica e de quem é indicado. Agradecer depois do fato costuma manter o valor sem o efeito colateral.

Sobre Nicolas Avila

Fundador da Avila Ops Tecnologia, engenheiro civil de formação e desenvolvedor. Atua em produto, tecnologia e operação, criando sites, integrações e automações para pequenas empresas.

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