Avila Ops

Dado de cliente no WhatsApp pessoal do funcionário

Publicado em · Em Operação

Cartaz editorial com o título “Dado de cliente no WhatsApp pessoal do funcionário” e formas azul, vermelha e amarela da Avila Ops.

Cliente atendido pelo WhatsApp pessoal do funcionário é dado que a empresa trata sem controlar. Pela LGPD (Lei 13.709/2018), a empresa é a controladora e responde pelo que acontece com aquele dado: se o celular é roubado, se o funcionário sai e leva a lista, se ele manda mensagem fora do combinado. A solução é uma só: número da empresa, no chip da empresa, com acesso que se desliga quando a pessoa sai.

A prática é comum no pequeno negócio. O vendedor usa o próprio celular "porque é mais fácil", a carteira de clientes cresce no aparelho dele, e no dia em que ele pede demissão a empresa perde o histórico, o número que o cliente salvou e, às vezes, o cliente. A LGPD só deu nome legal a um problema que já era comercial.

Qual é o risco, na prática?

Os riscos são de natureza diferente:

  1. Segurança. Celular pessoal não tem regra: sem bloqueio, com backup em conta pessoal, com aplicativo de origem duvidosa. O dado do cliente fica exposto e a empresa não tem como provar cuidado, que é o que o art. 46 da LGPD exige.
  2. Continuidade. O número é do funcionário. Quando ele sai, o cliente continua mandando mensagem para ele. A empresa não tem como recuperar a conversa nem a lista de contatos, e nem deveria pedir: o aparelho é pessoal.
  3. Conduta. Mensagem fora do horário, promoção não autorizada, foto de documento guardada na galeria. Tudo em nome da sua empresa, sem que você veja.

Nos três casos, é a empresa que responde ao cliente e à ANPD. E exigir o celular pessoal para o trabalho ainda pode virar questão trabalhista, dependendo do que foi combinado.

Como migrar para o número da empresa sem perder cliente?

Em quatro etapas, ao longo de um mês:

EtapaO que fazer
1. NúmeroChip no CNPJ, um por atendente ou um só na API com vários atendentes
2. AvisoCada atendente manda uma mensagem aos clientes ativos: "a partir de tal data, meu atendimento é pelo número tal, da empresa"
3. RedirecionamentoPor 30 dias, o número pessoal responde só com o novo contato e não atende mais
4. RegistroAs conversas passam a ficar num CRM, com histórico que a empresa vê e o atendente acessa com login próprio

O aviso da etapa 2 é o que evita perder cliente. Ele vem do próprio atendente, no tom de sempre, e explica que é o mesmo atendimento. A etapa 4 é o que resolve o problema de raiz: o histórico deixa de morar no aparelho e passa a morar na empresa. Como escolher entre WhatsApp Business no chip e a API com vários atendentes está em avilaops.com/guias/whatsapp-comum-ou-business-api.

E se o funcionário já saiu com a lista?

Primeiro, não peça o celular dele; é pessoal. Peça, por escrito, que apague os dados de clientes da empresa e confirme, porque o dever dele de sigilo continua. Depois, avise os clientes ativos pelo canal oficial que o atendimento mudou de número. Registre a data e o que foi feito: se um cliente reclamar de contato indevido, você mostra que agiu.

Exemplo: uma imobiliária pequena com dois corretores viu um deles sair e continuar recebendo mensagens de proprietários por seis meses. A empresa não tinha o número, não tinha a conversa, não tinha o histórico da negociação. O que restou foi avisar um por um. Se o número fosse da empresa, a troca de atendente seria uma mensagem. O passo a passo de troca de número está em avilaops.com/guias/como-trocar-o-numero-do-whatsapp-business-da-empresa.

O que fazer agora

Conte quantos clientes conversam hoje com celular que não é da empresa. Se a resposta for "não sei", esse é o problema. Compre os chips, marque a data da migração e coloque as conversas num CRM, para saber quantas mensagens viram venda com o histórico no lugar certo: avilaops.com/crm-para-pequenas-empresas. Se quiser um diagnóstico do que está exposto, é uma conversa: avilaops.com/contato ou chame no WhatsApp: wa.me/5517997811471.

Perguntas frequentes

Posso exigir que o funcionário use o celular pessoal para a empresa?
O caminho seguro é não exigir. Se for inevitável, combine por escrito, com regras de uso e alguma compensação, e mesmo assim o número deve ser da empresa. Para a LGPD, o que importa é quem controla o dado.
WhatsApp Business no chip da empresa já resolve?
Resolve a propriedade do número, e o histórico fica no aparelho da empresa. O aplicativo aceita até quatro aparelhos conectados além do celular, mas sem login por atendente nem visão de quem respondeu o quê. Para isso é a API com CRM.
O funcionário que saiu pode usar a lista de clientes no novo emprego?
Não. Os contatos foram coletados para a sua empresa, e usá-los para outro fim, sem base legal, contraria a LGPD, além do dever de sigilo. Notifique por escrito e registre.